segunda-feira, 7 de novembro de 2011

The Great Gig in the Sky


Blogarimpandopetra entende que a canção “The Great Gig in the Sky”, é algo assim como um diamante que praticamente era brilhante, ou seja, houve lapidação, mas, mínima. 

Fotografia: Celso Antunes Petrauskas

A história é mais ou menos assim:
Rick Wright, integrante de uma banda inglesa de “rock progressivo” chamada, “Pink Floyd”; tinha em sua manga uma progressão de acordes que gostava muito e a chamava às vezes de “The Religion Song” ou então, “The Mortality Sequence”.

O fato é que faltava algo, então, colocaram gravações de vozes:
0:38 And I am not frightened of dying. (E eu não tenho medo de morrer)
         Any time will do, I don’t mind. (Acontecerá a qualquer hora, não me importo)
         Why should I be frightened of dying? (Por que eu deveria ter medo de morrer?)
         There’s no reason for it – (Não há razão pra isso)
         You’ve got to go sometime. (Você vai ter que ir uma hora) .
-Gerry O’Driscoll (ele era zelador do Abbey Road Studios) e

3:33 I never said I was frightened of dying. (Eu nunca disse que tinha medo de morrer.)
-Patricia “Puddie” Watts (esposa do chefe de logística Peter Watts).

Mas, ainda não era isso! Ficaram em dúvida, coçaram a cabeça e disseram “e aí, vamos cantar o quê em cima desses acordes?”
Alan Parsons (na época engenheiro de som), disse “tenho uma idéia, conheço uma vocalista! Ela já fez alguns covers, lembro que ela gravou uma versão de “Light my Fire”. O nome dela é Clare Torry e acho que tem uma bela voz!”.

Os caras concordaram, fizeram o convite; na época, Clare tinha 22 anos quando um funcionário da Abbey Road Studios entrou em contato com ela tentando marcar um uma sessão de gravação para a tarde do mesmo dia, mas ela não pareceu muito interessada, pois além de ser muito fã do Pink Floyd, ela já tinha comprado ingressos para um show de Chuck Berry naquela data. Ficou marcado para o domingo seguinte.
No começo da sessão, a banda tocou o instrumental para Clare e pediram que ela improvisasse uma linha de vocal. No início, ela tentou com alguns “Oh, ah! Baby yeah! Oh! Ahh!”. Eles disseram “não, anjo, não é isso! Se quiséssemos isso teríamos chamado a Doris Troy (backing vocal no mesmo disco). Você só tem que sentir e cantar; não tem letra, é sobre a morte; cante pensando nisso e tente algumas notas longas...”
Clare disse “durante um tempo fui me familiarizando com a música, então pensei que devesse imaginar que era mais um instrumento, fechei os olhos como sempre faço e tudo foi se formando...”
Rick Wright disse que quando Clare terminou, ficou se desculpando com todos por sua performance, mas na verdade todos os que estavam presentes ficaram maravilhados com que ela tinha acabado de fazer.

Blogarimpandopetra separou uma das mais belas interpretações feita pela não menos bela Rachel Fury junto com Durga Mcbroon e Margret Taylor, durante a turnê "Delicate Sound of Thunder" do Pink Floyd em agosto de 1988 ao vivo na cidade de Veneza.
É colocar os fones de ouvido e ficar babando por cinco minutos, quando terminar você não quer saber de mais nada...

Pode repetir quantas vezes quizer, não há perigo de "overdose"...

É muito importante que você comente ou pelo menos diga se é engraçado, interessante ou legal...