Blogarimpandopetra numa tarde de chuva, eis que se forma um arco-íris. Pensei!...
Na verdade nem pensei, fui logo querendo achar o pote de ouro, e então lá estava...
Essa peça é vibrante, de cara você já inicia com a estonteante bateria de Cozy Powell (descanse em paz); curiosamente em nenhum dos shows é replicada, a entrada nas apresentações ao vivo começa sempre com os teclados de Tony Carey lembrando "Tarot Woman";
A participação da Orquestra Filarmônica de Munique na gravação dessa peça é crucial para a sagração da mesma como "uma das mais belas" compostas pela dupla Blackmore/Dio. Nos shows cabe ao Tony Carey suprir a falta da orquestra, o que, diga-se de passagem é uma responsabilidade e tanto; e ele o faz!
O que dizer de Jimmy Bain no baixo, embora não haja nenhuma passagem para se memorizar, ele como sempre é preciso.
Ronnie James Dio mostra que tinha vindo ao mundo porque precisava narrar as "andanças do mago", e faz isso até falecer em 16 de Maio de 2010 (um dia triste para todos que o conheciam)
Ritchie Blackmore é caso a parte quando se fala em guitarrista, porque ele tem um jeito muito peculiar de se relacionar com aquela "strato" (e com as pessoas também); o solo que começa aos 3:22 e termina aos 5:13 é viajante... e porque não dizer, perfeito!
E por falar em perfeição essa obra só não é perfeita porque termina...





